sábado, 4 de novembro de 2017

Análise Dark Souls 2: Scholar of the First Sin (PS4)

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Por Michel Zaneli Fernandes Goes

Olá queridos leitores e leitoras deste incrível blog, hoje lhes trago uma análise deste jogo que considero pacas, é claro que estou falando da série Dark Souls. Para quem não lembra eu escrevi um tempo atrás uma análise neste mesmo blog que havia jogado no Xbox-360 e depois não tive acesso aos conteúdos adicionais. Mas agora com a aquisição do Playstation-4 pude comprar Dark Souls 2: Scholar of the First Sin e posso dizer que as melhorias deste para o anterior são gigantescas.
Já de início temos melhorias no gráfico e no cenário, claro que tudo isso graças aos gráficos da atual geração. Além disso o personagem e detalhes das armaduras estão de tirar o chapéu, dando aquela vontade de encontrar todos os sets (armaduras) espalhados pelo jogo e ficar testando um por um para ver qual fica melhor.
A história se mantêm a mesma, você vaga em busca da salvação da sua alma e quebrar de uma vez por todas com a maldição que acarreta a cidade de Drangleic. Muitos dos inimigos mais fortes já aparecem logo no início da gameplay, assustando muitos que ficaram acostumados com os inimigos anteriores de Dark Souls 2 e obrigando você a se adaptar com novas estratégias.
Os itens também mudaram de lugar, ainda mais os Frascos de Estus, ou seja, explorar os cenários moderadamente pode ser uma tarefa prazerosa e recompensadora.
O jogo conta ainda com mais um final para o repertório, tendo também a participação de um chefe opcional no final caso você interaja com ele durante algumas conversas espalhadas nas fogueiras principais da história.
Mas agora, vamos para o que interessa, as dlcs. Ao todo são três que contam um pouco sobre as coroas perdidas do Rei Vendrick. A primeira é a Coroa do Rei Afundado. Nesta dlc o cenário é esplendido, mesmo sendo um cenário subterrâneo é possível ver uma cidade afundada e amaldiçoada por um dragão que exala veneno por todos os cantos. Quando digo veneno não é bobeira, pois, os inimigos te envenenam, o cenário tem locais que envenenam, os chefes desta dlc jogam veneno em você, enfim, se prepare para muitas e muitas mortes ocasionadas por envenenamento. Esta dlc também traz novos inimigos, sets e armas para os apaixonados em coletar itens. A melhor batalha desta dlc fica sem dúvida para o dragão que arruinou todo este império de Vendrick, que trava uma batalha insana e tensa. A sorte fica por conta de você invocar npcs para te ajudar nesta aventura venenosa.

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A cidade afundada pelo dragão. Muitos segredos estão escondidos a cada corredor desta pirâmide.

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Ao fundo vemos o dragão responsável por todo o veneno no cenário.

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Alguns dos diversos inimigos que te aguardam na dlc, e se prepare cada um mais difícil que o outro.

A segunda dlc se chama Coroa do Antigo Rei de Ferro, nela temos um cenário gélido e traiçoeiro que ao fundo percebemos um antigo poder de Ferro e Aço produzido pelas fornalhas de Vendrick. Alcançando estas fornalhas a mudança de ambientação é repentina com fogo saindo por tudo quanto é lado e inimigos gigantescos que surgem do nada. Esta dlc é a maior das três, com diversas fogueiras espalhadas pelo ambiente e muitos itens para serem adquiridos dão bastante horas de jogatina e de combate insano com chefes desafiadores. A batalha memorável fica por conta do combate contra o Cavaleiro Sir Alonne que conta com uma trilha sonora épica que tira sua concentração e facilita sua morte.

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O cenário desta incrível dlc é de cair o queixo.

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Este é o cavaleiro Sir Alonne. 

A terceira e última dlc é intitulada Coroa do Rei de Marfim. Ela se passa num mapa de neve e gelo com inimigos tensos demais. Lobos gigantes espreitam qualquer oportunidade de te atacar, principalmente um que fica invisível e você só consegue enxergá-lo quando adquiri um item em especial. No final da dlc você cai num poço e enfrenta o Rei de Marfim, mas caso você não encontre os cavaleiros espalhados pela dlc sua luta com ele será terrível e desgastante, então recomendo você buscar pelos três cavaleiros antes de enfrentar o Rei de Marfim. Não posso esquecer de mencionar a From Software  pelo belíssimo capricho nesta dlc com a luta final com o Rei de Marfim onde o cenário assusta logo no início quando você pula no poço e depois quando ocorre a abertura do portal que invoca este antigo Rei, é incrível.

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Opiniões a parte, recomendo e muito estas dlcs para quem curti Dark Souls, Bloodborne, Demon's Souls e Lords of The Fallen. Foram adicionados em torno de 20 a 30 horas de jogo, horas estas que envolvem lutas incríveis com chefes assustadores e desafiadores. Equipe sua melhor armadura junto da melhor arma e boa jornada neste mundo sombrio e apaixonante de Dark Souls 2: Scholar of the First Sin.

Até a próxima turma!!!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Jane, the virgin, muito além do dramalhão mexicano...

By Leticia (Luthy) Sena
Acredito que a essa altura do campeonato já tenha dado para perceber que tenho uma queda por histórias que apresentam personagens femininas fortes e que se destacam de muitas formas. Bom não tem sido fácil ser mulher na sociedade ocidental há uns séculos já, e quando alguém ressalta nossa força e nossas qualidade, sempre sai uma história interessante.
Bom hoje vou falar da história de três mulheres super fortes que lidam com as situações mais absurdas já imaginadas numa série de TV, estou falando de Jane Villanueva, Xiomara Villanueva e Alba Villanueva, e a série não poderia ser outra senão Jane, the virgin.
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Nossa protagonista, Jane é uma jovem aspirante a romancista, que namora o belíssimo Michael Cordero, quando é acidentalmente inseminada com o esperma de outro homem num exame ginecológico de rotina.
Bom, apenas nessa introdução já deixa claro o tom de novela mexicana que essa jornada possui. A série é na realidade uma refilmagem/adaptação da telenovela venezuelana Juana, la virgen, e não deixa essas referencias de foram em nenhum de seus episódios.Todo o drama e os clichês maravilhosos, absurdos e típicos das novelas mexicanas estão presentes em cada capitulo da série, e todos esses componentes prendem a atenção do telespectador a cada temporada como se fosse o primeiro episodio.
Acho que não da pra não fazer maratonas de Jane, the virgin simplesmente por que depois que você começa a assistir a série não consegue mais parar, são muitos absurdos de uma vez só com poucas pessoas.
Enfim, como eu disse anteriormente, Jane é inseminada artificialmente por uma médica meio bêbada que utiliza o material do próprio irmão nessa ocasião, irmão esse que é dono do hotel de luxo onde a própria Jane trabalha como garçonete, o sensual e sedutor Rafael Solano, por quem a moça já teve uma queda, e que além de tudo é casado com a no mínimo confusa e complicada Petra.
Bom mas o que me conquista na história mesmo são as três mulheres Villanueva, cada uma com seu jeito, cada uma com sua história e suas decisões, mas uma sempre apoiando a outra.
Xiomara foi aquela adolescente rebelde e inconsequente que engravidou na adolescência e tentou por muito tempo esconder a identidade do pai de sua filha, mas apesar de todas as suas decisões ruins, sempre tentou fazer o melhor que podia por si mesma e por sua prole, na medida do possível sem decepcionar a matriarca da família. Já esta, nossa queridíssima Alba é uma senhora católica, de origem venezuelana que preza muito pelas tradições familiares e se preocupa muito com a honra e felicidade tanto de sua filha, quanto de sua neta, embora esconda alguns segredos que explicam muito de sua personalidade e senso de proteção. A protagonista é o produto dessa soma, se muitas vezes tenta ter atitudes modernas e cheias de alguma rebeldia, outras tantas vê-se presa aos ensinamentos, opiniões e buscando as aceitações de sua amada abuela.
O mais encantador é que são mulheres diferentes em sua essência, mas que compartilham um imenso respeito pelas diferenças e um carinho gigante umas pelas outras.
E tudo isso num mix de situações loucas acontecidas apenas nas melhores novelas mexicanas, então pode esperar muitos assassinatos estranhos e irônicos, irmãos gêmeos malvados, tiângulos amorosos, quedas de escadarias, organizações criminosas impossíveis, galãs de novelas que são fora da realidade, mas que amamos mesmo assim (fica aqui a dica de um dos meus personagens favoritos, o belo, maravilhoso, sedutor e jovial Rogelio De La Vega, sempre é um belo dia para ser Rogelio).
Enfim, é uma série cativante, gostosa de assistir, que possui uma trama intrincada e bem construída, cheia de reviravoltas absurdas e maravilhosas, com mulheres encantadoras com as quais é muito fácil se identificar, que apresenta diálogos super comoventes e que trabalham o relacionamento entre personagens de características tão distintas de uma forma magistral. Muito mais que um dramlhão mexicano, Jane, the virgin é uma história encantadora, sobre pessoas que nem sempre mostram o seu melhor lado, mas que estão sempre aprendendo umas com as outras como serem seres humanos melhores. É simplesmente apaixonante e viciante. Uma ótima indicação para quem gosta de maratonas.
Para quem já conhecia e acompanhava e já assistiu a segunda temporada no Netflix (que disponibiliza a primeira e a segunda temporada), se der uma garimpada pela internet e pelos queridos aplicativos que disponibilizam séries online, já se consegue ver a terceira temporada completa legendada. A quarta temporada tem data de estréia em 13 de outubro nos Estados Unidos pelo canal CW e por aqui ficamos torcendo para que a galera dos aplicativos consiga disponibilizar os novos episódios o mais rápido possível.
Ah no Brasil a série foi ao ar pelo canal Lifetime da TV paga, mas no site do canal não encontrei nenhuma referência em relação à estréia da quarta temporada. Então ficamos no aguardo.
E você é #TEAMMICHAEL ou #TEAMRAFAEL? De quem gosta mais na série? Assiste lá e depois conta pra gente aqui...
Até a próxima queridos!

domingo, 1 de outubro de 2017

Uncharted: The Nathan Drake Collection (PS4)

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Por Michel Zaneli Fernandes Goes

Após um tempo morrendo de vontade de conhecer a tão aclamada série Uncharted consegui o Playstation- 4 e de quebra matar a curiosidade de poder vivenciar as aventuras de Nathan Drake, e a espera valeu a pena pois a trilogia é incrível. Os três jogos que foram lançados no Playstation - 3 estão num único disco remasterizado, que por sinal está muito bem trabalhado, com texturas incríveis e gráficos excelentes que trazem a tona toda aquela magia quando cada game era anunciado.
Para quem não conhece e acha que é só um Tomb Raider de cueca, o primeiro game conta a história do "caçador de tesouros" Nathan Drake que está procurando a herança histórica de seu antepassado explorador espanhol Drake. Seu parente de séculos atrás estava descobrindo o caminho para o El Dourado, e agora Nathan Drake junto da jornalista Elena Fisher e seu mentor de caçadas Sully irão desvendar esse mistério. Apesar de o roteiro ter sido tirado dos filmes de Indiana Jones, o jogo conta com muitas reviravoltas que irão prender você capítulo a capítulo sendo isso o segredo do sucesso do game, conseguir prender o jogador numa brincadeira de telespectador e atuante da própria história do personagem. E isso não para no primeiro game.

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Capa do primeiro jogo Uncharted: Drake's Fortune.
Fonte

No segundo game temos o retorno de Nathan Drake para desvendar o mistério de Shambala. Segundo documentos do aventureiro Marco Polo uma rota para encontrar este tesouro foi deixada por ele, então Drake busca este local sagrado ao lado de um antigo companheiro Harry e da gatuna Chloe. Sully e Elena também retornam nesta aventura, mas quem rouba a cena de verdade é o vilão Lazarevic. O cara sabe representar a maldade em pessoa. Cada capítulo que você corre, pula, nada, desliza, atira freneticamente e foge de helicópteros Lazarevic contrata um exército para encontrar Shambala e depois dominar o mundo. O segundo capítulo da série ficou maior em conteúdo como mais capítulos, cenários maiores dando uma pequena liberdade para encontrar os 100 artefatos e também um refinamento nos combates e na furtividade foram incrementados neste game.

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Capa do segundo jogo Uncharted 2: Among Thieves.
Fonte

O terceiro e último game que acompanha o pacote é uma obra-prima. Todas as melhorias no segundo jogo parecem que nem fizeram efeito pois neste terceiro capítulo da série está tudo melhorado. Sistema de luz, ambiente, cenários que te deixam de boca aberta e até parado apreciando a localidade são quesitos que deixam claro que esta série é única. A história mostra um pouco da origem de Nathan Drake com a sua adolescência problemática e como ele conheceu seu mentor Sullyvan. O mistério de seu antepassado é colocado a tona novamente, e novas rotas de um antigo tesouro acendem a chama de explorador do nosso personagem.
Muitos extras foram colocados para aumentar o fator replay, como as dificuldades que habilitam novos troféus, uma galeria com diversas imagens e fotos das produções dos três jogos também complementam esta coletânea. Novos troféus também foram criados para obrigar o jogador a ficar horas e horas com o console ligado.

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Capa do terceiro jogo da série Uncharted 3: Drake's Deception. 
Fonte

Percebe-se que a intenção de lançarem este jogo foi de alimentar a vontade de jogar o novo capítulo da série, Uncharte-4: Thief's End, mas também é um belíssimo convite para aqueles que nunca tiveram oportunidade de jogá-lo possam ter assim como eu tive. Mesmo com alguns errinhos, como por exemplo os inimigos que brotam do nada aos montes nos cenários é um caso que chateia muito, ainda mais quem prefere jogar nas últimas dificuldades do game que com dois tiros você já era. Isso aparece constantemente nos dois primeiros jogos, sendo que o terceiro não sofre tanto desse mal. Tirando isto o jogo é uma peça rara para qualquer fã de jogos de tiro e que curtem um pouco de história aos moldes Indiana Jones e A Múmia.
Agora peço licença que Nathan Drake aguarda minha presença para encontrarmos os tesouros restantes que deixamos pra trás. Abraço turma.

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Outlander a melhor forma de ser forasteiro...

By Leticia (Luthy) Sena
Sempre procuramos trazer dicas de bons livros, séries, filmes, jogos e músicas por aqui. Apesar do nosso sumiço essa premissa não mudou.
A dica de hoje é a série Outlander, produzida pela Starz e transmitida no Brasil pelos canais da Fox +  (primeira e segunda temporadas completas e a terceira em andamento) e Netflix (primeira e segunda temporada completas).
Esse é um seriado que está longe de ser apenas um romance histórico. Baseada na série de livros de mesmo nome, escritos por Diana Gabaldon, a história narra a trajetória de Claire Beauchamp Randall, uma enfermeira inglesa voluntária na Segunda Guerra Mundial, que ao fim deste conflito precisa reencontrar seu equilíbrio conjugal com Frank Randall, depois de cinco anos de separação em função da Guerra. Para isso o casal viaja ao coração da Escócia onde Frank além de aproveitar seu tempo com a esposa poderia saciar sua paixão pela história de sua família, através da figura de seu ancestral Jonathan "Black Jack" Randall, um capitão do exército britânico que atuou na no país durante o século XVIII.
Enquanto Claire utiliza seu tempo livre para aperfeiçoar seus conhecimentos nas artes da cura através das plantas.
Bom, na minha humilde opinião, só por essa breve introdução da história já fica claro que o casal Claire e Frank não terão muito futuro durante o desenvolvimento da história. Mas é aí que a coisa começa a ficar interessante, nesse ponto da história nossa protagonista é acidentalmente transportada para o já referido século XVIII.
Um momento ruim para ser estranha, inglesa, e de outra época em meio a Escócia às vésperas da fracassada tentativa de deposição do rei inglês Jorge II.

É claro que é no século XVIII que Claire encontrará seu coração e viverá as verdadeiras aventuras de sua alma. Conhecendo a vida e cultura dos clãs escoceses, entre homens e mulheres fortes cada um a seu modo, a protagonista descobrirá a violência de um tempo onde esposas e filhas eram submissas a seus maridos e pais de todas as formas, e estes viam-se entregues à reis insensíveis e conceitos de honra que em nossa sociedade consideramos apenas lendas.
É ao lado de Jamie Frazer um apaixonante escocês das terras altas, que Claire descobrirá mais sobre a vida do século XVIII e sobre si mesma.

Um dos pontos que acho muito interessante sobre a história em si, é como a série de TV retrata a protagonista, pois é perceptível um toque de feminismo no pensamento e nas ações da mesma, embora trate-se de uma mulher que atinge sua maturidade em 1945, época em que as moças eram ainda muito submissas a seus maridos e pais, Claire não é o tipo de garota que se contenta esperando o marido voltar da guerra enquanto se dedica aos afazeres domésticos, ela mesmo embarca no conflito e se submete todo o sofrimento e selvageria sangrenta que o combate poderia proporcionar. E quando a mesma encontra-se numa época passada, essa liberdade torna-se ainda mais visível, e trás consigo inclusive milhares de crises à sua jornada. Sua força, desejo de liberdade e independência são pontos que fazem com que a empatia com a personagem seja muito fácil.
 
Outro ponto que nos faz cair de amores pela trama, é a força do personagem de Jamie Fraser e ao mesmo tempo sua fragilidade. Jamie está longe de ser o homem perfeito, mas também está longe de ser um homem por quem todas as mulheres não se apaixonariam, sua coragem, fragilidade e lealdade a Claire estão todas muito ligadas, tornando impossível sabermos ao certo onde termina uma e começa a outra.
A série é simplesmente apaixonante, viciante, aquele tipo de programa que você não consegue parar de assistir e quando para só pensa naquela história, dorme e acorda vivenciando mentalmente aqueles acontecimentos fictícios. Mas como eu disse anteriormente o programa é baseado em uma sequência de livros, e a primeira coisa que chama atenção em relação aos livros é que se precisa de algum fôlego para a leitura, não que esta seja maçante, o que ocorre é que os livros são muito densos em relação a quantidade de volumes e páginas.
O primeiro ganha o sub título de A viajante do tempo, seguido de A libélula no âmbar e posteriormente temos O resgate no mar (no Brasil divido em duas partes que recebem o mesmo nome), Os tambores do outono (também dividido e duas partes), A cruz de fogo (igualmente dividido em duas partes), Um sopro de neve e cinzas (adivinhem? dividido em duas partes), Ecos do futuro (será que é? Sim, novamente dividido em duas partes.), e Escrito com sangue de meu próprio coração (ainda não comercializado no Brasil, então não podemos informar em quantas partes esse título será dividido). Ufa, são muitos livros!
Enfim as primeiras edições lançadas por aqui foram comercializadas pela editora Rocco há alguns anos, e começaram a ser relançadas pela editora Arqueiro com novas artes nas capas. As edições da Arqueiro são muito mais fáceis de encontrar (embora eu prefira as capas da Rocco), porém essas só repaginaram até a parte dois de A cruz de fogo, deste modo ainda aguardamos os lançamentos dos demais títulos.
E apesar da quantidade de livros, a autora ainda não terminou de contar a história de Claire e Jamie. A previsão é que a jornada se encerre no décimo volume (e eu acredito que na parte dois do décimo livro).
É claro que a quantidade de livros e o tamanho dos mesmos pode ser um pouco desencorajadora para um leitor desprevenido, e também não posso garantir uma leitura espetacular em todos os volumes, pois ainda estou em O resgate no mar parte dois, mas para quem não curte muito a leitura, a série de TV até agora tem oferecido uma adaptação encantadora, tentando muito manter adaptação televisiva bem fiel aos livros na medida do possível, embora é claro, isso nem sempre seja possível.
É importante ressaltar que não se trata de uma série de censura livre, contendo milhões de cenas de nudez, sexo e violência de vários tipos.
Enfim, apaixonante, surpreendente, encantadora, histórica, e irremediavelmente viciante, é uma daquelas histórias que você começa a descobrir e tenta obrigar todos a sua volta a acompanhar junto. Super recomendo tanto os livros quanto a série, e se não gostarem dos livros me enviem que serão muito bem aproveitados pela minha pessoa. ;)

Obrigada por acompanharem e até a próxima! Afinal, quem sabe o que mais pode sair desse canal...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Análise: Gears of War - 3 (Xbox-360)

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E finalmente a conclusão dessa épica saga criada pela Epic Games (que trocadilho infame, eu sei, eu sei rsrsrsrs), enfim, vamos continuar esta jornada em Gears of War-3, lançado em 2011, que surgiu para apresentar os segredos sobre o pai de Marcus Fênix, pois sim, ele está vivo. Para quem finalizou o segundo game, após os créditos uma mensagem de pedido de ajuda apresenta o pai do protagonista, e ele está preso em algum lugar do planeta Sera.
Marcus Fênix acorda no navio da C.O.G junto de sua equipe Delta, e são atacados por criaturas corrompidas pelo Imulsion, uma espécie de energia do planeta que corrompe os corpos e os destrói por completo transformando seu hospedeiro em um zumbi ou num monstro deformado. Os Locust apesar de terem sua base engolida pelo mar e destruída pelo laser espacial no game anterior, eles tentam sobreviver com o que sobrou pelo comandado da Rainha Myrrah, que fugiu da batalha de Jacinto.

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Anya, Samantha, Jace e outro integrante da família Carmine irão compor os novos recrutas do esquadrão Delta. Auxiliando em momentos chave da trama e no seu resgate durante os combates. 

O Imulsion para se ter ideia, já era estudado pelo pai de Marcus, e era o principal elemento para o lucro do planeta. Só que o cientista descobriu que se continuassem a explorar esse reagente químico, logo o planeta inteiro iria corromper tudo e a todos, inclusive humanos e Locust. Myrrah descobrindo isso sequestrou o pesquisador e põem ele pra trabalhar na busca de uma cura.
Marcus Fênix descobri que seu pai está vivo e preso numa ilha dominada por essas criaturas, e cabe a você e a equipe Delta resgatar o "velho" e salvar a humanidade.
O jogo como sempre manteve tudo o que agradou no primeiro e segundo game. Tiroteios incríveis, trilha sonora de ponta trazem o clima de final de saga, parece que cada obstáculo ultrapassado dá aquela noção de aflição. A angústia fica ainda maior quando em certas fases o ambiente é tomado por todas as criaturas de uma só vez, imagine você cercado por Locusts, Locusts corrompidos pelo Imulsion e "zumbis" humanos com Imulsion. Vai por mim, é incrível a sensação.
A duração do game é maior que seu antecessor. A qualidade gráfica fica melhor ainda, sendo na minha opinião o melhor jogo para o console Xbox -360 (na realidade a série Gears por si só é muito bem trabalhada, em cada jogo vemos sua evolução gráfica).

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A sua esquerda temos os humanos corrompidos pelo Imulsion e a direita Locust também corrompido por este elemento químico.

O modo campanha continua single ou multiplayer. A novidade fica por conta de caso você tenha uma conta Live Gold, o multiplayer pode ser online. O modo Horda conta agora com a oportunidade de jogar com humanos ou Locust.
A jogabilidade fica mais fluída e responde muito bem os comandos, dando até leveza para a movimentação dos personagens. Itens e segredos estão espalhados aos montes pelos cenários ricos em detalhes, confundindo você na busca por eles. 
O jogo em si consegue muito bem concluir tudo aquilo que a Epic Games quis proporcionar ao longo de todos os jogos, deixando saudades para os amantes do tiroteio entre humanos e Locust
A notícia boa é sabermos da continuação feita para o console da nova geração o Xbox-One, quem sabe um dia tenhamos em mãos essa belezinha e uma análise completa estará presente pra vocês. Espero que tenham gostado, abraços a todos!



domingo, 30 de outubro de 2016

Filha da floresta


Por Leticia (Luthy) Sena


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Sabe aquele livro que você começa a ler, mas de início não da muita coisa pela história e acaba se surpreendendo completamente com o enredo? Essa foi a belíssima surpresa que tive com o livro Filha da floresta da autora Juliet Marillier. Baseado num conto germânico, com cara de conto de fadas, mas narrado de uma forma extremamente envolvente, a obra conta a história de Sorcha, a jovem sétima filha de um senhor feudal irlandês de nome Collum. Este se casa com um ser sobrenatural que se apresenta sobre a forma de uma bela dama chamada Lady Oonagh, mas que na verdade tem intenções bastante perversas em relação a família.
Sorcha tem uma relação bastante próxima de seus sete irmãos e faria tudo para vê-los felizes, porém estes são amaldiçoados por Lady Oonag e condenados a viver sob a forma de cisnes, detalhe que intensifica o clima de conto de fadas da história.
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Guiada pelos Seres da floresta (segundo a tradição desses povos seriam os Thuatha de Danann), a jovem descobre que para livrar seus amados irmãos de tal feitiço deveria tecer seis camisas, uma para cada irmão, usando como matéria prima uma planta espinhosa típica da região, e guardar silencio enquanto não vestisse cada um dos irmãos com estas vestes.
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A partir daí a história se desenrola de maneiras extremamente surpreendentes e dolorosas. A garota passa muito tempo isolada na floresta em seu doloroso e árduo trabalho, e apesar disso tendo que lidar não apenas com a solidão, mas também com a crueldade dos homens, mas a história não se limita a isso, muitos acontecimentos levam a menina a terras distantes e fazem do inimigo de seu povo, seu maior protetor. Além da família, uma das coisas que Sorcha mais ama, valoriza e se esforça por cuidar é o seu lar Sevenwaters, que na verdade é a terra que da nome a essa linda saga.
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Uma narrativa viciante que junta a cultura celta, bretã e o surgimento do cristianismo na Europa e te fazem esquecer que o primeiro livro tem quase 600 páginas.
A história que inicialmente foi lançada como trilogia aqui no Brasil, conta na verdade com seis livros, porém apenas quatro já foram lançados em terras tupiniquins pela Butterfly editora, os outros tem apenas a promessa de lançamento.
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Fonte
Pelo pouco que li do segundo livro (Filho das sombras) o resto da obra aborda os filhos de Sorcha e futuros herdeiros de Sevenwaters, mas tenham certeza que se o segundo for tão maravilhoso quanto o primeiro vai receber uma resenha aqui também.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Reflexão: A busca pela Verdade.

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Por Vinicius Ruiz do Nascimento.

É do nosso conhecimento, ou pelo menos, dos que possuem uma base mínima filosófica, conhecem ou ouviram falar que o grande pensador Sócrates transformou o campo de estudo da filosofia numa reflexão posterior ao seu tempo em um estudo póstumo focado nos problemas existenciais e da verdade na sociedade, que no caso podemos citar a nossa. A visão que ele passou foi tão importante, que a cronologia filosófica é voltada sempre para esse mestre.
Segundo Sócrates, um sábio era aquele que era humilde o suficiente para entender que não sabia tudo, ou seja, aquele que era humilde o suficiente para buscar e aprender outras coisas e nunca se achar o dono da razão. Para ele, o grande conhecedor da verdade era aquele que de algum jeito buscava e investigava a verdade, não pela verdade absoluta, pois esta é impossível de compreender, mas a verdade em que se acredita. Dizia ainda que o maior conhecedor da verdade, apesar de ter buscado-a, não deve defendê-la, pois estaria saindo como o pai e dono desta. Até que ponto vamos para defender nossos pontos de vistas na sociedade atual?

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Sócrates, século V ao IV a.C.

Com a correria do dia-a-dia é quase impossível perceber que vivemos em uma época tecnológica, onde uma criança de seis anos tem acesso à internet e talvez, até uma opinião formada sobre um determinado assunto. Hoje em dia, saber é uma opção, ser desinformado é não prestar atenção no mundo que estamos vivendo com esse fluxo tão grande de informação. Meu ponto é que por mais que as vezes seja complicado lidar com tanta tecnologia, devemos ir atrás da verdade.
Todos somos filósofos e só por escrever isso estou cometendo o ato de filosofar. A filosofia começa a partir da habilidade de pensar e ter uma reflexão. Como disse, todos somos filósofos então todos nós podemos ter visões diferentes sobre o mesmo assunto e fazer reflexões do que bem queremos. Buscar a verdade externa é muito importante, precisamos tentar entender a verdadeira pessoa que existe dentro de nós, e vivendo a vida do jeito que queremos sem nos preocupar com a opinião de terceiros.
Socializar pode ser o jeito mais fácil para refletir não só quem somos, mas também para entender melhor a sociedade em si, já que muito pensadores como Emile Durkheim consideram a socialização entre a sociedade e o indivíduo algo fundamental. Conhecer pessoas e focar em lugares novos faz bem para a nossa saúde e evolui nossa inteligência interpessoal. Pensadores importantes consideram a socialização algo tanto quanto contraditório, pois tendemos a criar próprias regras e contestar regras criadas. Seria como comparar direito e dever, uma coisa é consequência da outra. Não iremos ter direito senão cumprirmos com nosso dever.

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Émile Durkheim, sociólogo, antropólogo e cientista político francês.

Outro método que poderia ser útil para ajudar a compreender a verdade de muitas coisas seria o bom senso, que é apenas a vertente sobre o que é certo e errado, não que isso esteja definido pela sociedade, mas sim pelo que você já experimentou pela vida ou até mesmo o que sua criação ou família lhe mostrou sobre, ou seja, um senso comum.
Sócrates, como já mencionei, era um mestre. Seu maior discípulo foi Platão que foi um grande filósofo que até discordou de muito dos trabalhos de seu mentor. Sócrates o ensinou para que pudesse voar sozinho e ter suas próprias ideias, por esse motivo Platão questionava muito a politica que vivia em Atenas. Com o que foi dito, é levar em consideração que nem sempre a verdade é única e não podemos ser preso a uma só delas, já que estamos traçando planos próprios para nossa vida.
Já dizia Aristóteles: “O verdadeiro discípulo é aquele que consegue superar o mestre. ”
Manter-nos atualizados, ou seja, informados, é o melhor jeito de procurar a verdade e mostrar que você está atrás de algo, sendo assim o melhor ato é a prática da leitura.
A leitura é uma diversão que deve virar um hábito, não só por estimular a imaginação e a memória, mas também porque nos dá a sabedoria de entender. Entender é ir além do simples aceitar, é o saber daquilo que se está sendo dito. Podemos aceitar opiniões alheias, mas se entendemos ficaria mais fácil de opor e explicar o seu lado da história.
Mas porque misturar assuntos tão diversos? Literatura tem relação com a verdade?
Na realidade, sim. Isso porque um depende do outro, uma relação mútua. A literatura foi tão importante na criação da filosofia e do tema da verdade, que foi a maior fonte histórica que prova que muitos filósofos existiram. A literatura tem como o objetivo passar uma ideia clara ao leitor e pode ser tão mágica que passa arrepios e lágrimas de emoção. A partir deste texto, eu tenho como o maior objetivo o de explicar o que você acabou de ler.
Certamente, não foram só palavras sem sentido, mas sim formas de conhecimento e busca pela verdade e por um progresso intelectual. Progresso esse que nos ronda e nos deixa instigado. O que seria do povo ou de uma nação sem o ato de progredir? Aguentaríamos ser “o mesmo? ”
Pensando nisso, resolvi citar sucintamente O Mito da Caverna, escrito por Platão para idealizar como seria o estado. Trata-se de pessoas que vivem acorrentadas dentro de uma caverna, as correntes dão espaço suficiente para que elas possam se mexer normalmente, mas elas só conseguem ver aquela mesma parede de dentro da caverna. Eis então, que uma das pessoas foge da caverna e descobre que há muitas coisas fora daquele lugar e decide ir contar aos outros, estes não acreditam e resolvem ficar do mesmo jeito, olhando para aquela mesma parede de sempre.
Esse texto tem um simples objetivo, mostrar a alienação e a comodidade que a sociedade possui em relação à verdade, e isso não quer dizer que eles não sabem sobre a verdade, mas que não querem acreditar.
Mas o que o Mito da Caverna mostra sobre progresso?
Simples: repare na situação apresentada no conto e agora pense na situação atual da sociedade e da nação, trata-se do mesmo. E mesmo sendo escrito há muito tempo atrás continua representando a situação ao qual estamos vivendo.
Progresso é esse simples fato de subir, viver o novo e mudar características. E todo texto que traz uma informação ou mensagem é uma forma de progredir com o seu pensamento, com seu pessoal e suas emoções.
E se você discorda das visões apresentadas?
Aí vem a melhor parte. É fundamental aprender com o que não gostamos, porque saberemos nos opor ao que acreditamos e claro precisamos entender (não somente aceitar) o que achamos chato e não essencial. Tenho certeza que todos já estudaram uma matéria que não gostavam para poder evoluir e tirar uma nota boa. Não só pelo fato da nota, mas pelo fato daquela matéria o ajudar num possível vestibular ou em um determinado momento da vida.

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Platão, século V ao IV a.C.

Por último, mas não menos importante, precisamos falar sobre o orgulho. Um sentimento tão importante e reconhecedor. O orgulho é uma das razões para a felicidade, ter orgulho do que fazemos ou até de onde viemos é ser humilde o suficiente para nos reconhecer. O excesso desse sentimento pode virar algo ruim. O que falamos no começo do texto sobre não estar aberto a aprender, é um tipo de orgulho, um não filtrado, que é usado apenas para causar discórdia e chamar atenção.
O orgulho é uma das peças fundamentais para nossas vidas, temos que ter certo orgulho sobre tudo o que fazemos, pois, o orgulho também é tanto quanto detalhista, achamos que trabalhos ou realizações de terceiros é melhor que as nossas. Não é inveja, mas talvez uma vontade intuitiva de sentir orgulho por algo bem feito e ver que fizemos por merecer.
O orgulho pode ser um dos maiores inimigos no momento da discussão sobre pontos de vista, tendemos a defender mesmo quando estamos errados, pela vergonha de admitir o erro e pelo orgulho ferido de dizer a pessoa que ela estava eventualmente certa.
Toda vez que você abrir um livro, jogue todo o seu orgulho fora e como um ser pensante procure racionalizar sobre cada texto e opinião, as vezes a verdade está diante dos nossos olhos, então tente interpretar cada palavra da melhor maneira possível. Mudar de opinião não é estar errado ou ser um fracassado. É ter progresso, é o buscar pela verdade, é manter informado e é viver a literatura da melhor forma possível.