quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Análise: Gears of War - 3 (Xbox-360)

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E finalmente a conclusão dessa épica saga criada pela Epic Games (que trocadilho infame, eu sei, eu sei rsrsrsrs), enfim, vamos continuar esta jornada em Gears of War-3, lançado em 2011, que surgiu para apresentar os segredos sobre o pai de Marcus Fênix, pois sim, ele está vivo. Para quem finalizou o segundo game, após os créditos uma mensagem de pedido de ajuda apresenta o pai do protagonista, e ele está preso em algum lugar do planeta Sera.
Marcus Fênix acorda no navio da C.O.G junto de sua equipe Delta, e são atacados por criaturas corrompidas pelo Imulsion, uma espécie de energia do planeta que corrompe os corpos e os destrói por completo transformando seu hospedeiro em um zumbi ou num monstro deformado. Os Locust apesar de terem sua base engolida pelo mar e destruída pelo laser espacial no game anterior, eles tentam sobreviver com o que sobrou pelo comandado da Rainha Myrrah, que fugiu da batalha de Jacinto.

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Anya, Samantha, Jace e outro integrante da família Carmine irão compor os novos recrutas do esquadrão Delta. Auxiliando em momentos chave da trama e no seu resgate durante os combates. 

O Imulsion para se ter ideia, já era estudado pelo pai de Marcus, e era o principal elemento para o lucro do planeta. Só que o cientista descobriu que se continuassem a explorar esse reagente químico, logo o planeta inteiro iria corromper tudo e a todos, inclusive humanos e Locust. Myrrah descobrindo isso sequestrou o pesquisador e põem ele pra trabalhar na busca de uma cura.
Marcus Fênix descobri que seu pai está vivo e preso numa ilha dominada por essas criaturas, e cabe a você e a equipe Delta resgatar o "velho" e salvar a humanidade.
O jogo como sempre manteve tudo o que agradou no primeiro e segundo game. Tiroteios incríveis, trilha sonora de ponta trazem o clima de final de saga, parece que cada obstáculo ultrapassado dá aquela noção de aflição. A angústia fica ainda maior quando em certas fases o ambiente é tomado por todas as criaturas de uma só vez, imagine você cercado por Locusts, Locusts corrompidos pelo Imulsion e "zumbis" humanos com Imulsion. Vai por mim, é incrível a sensação.
A duração do game é maior que seu antecessor. A qualidade gráfica fica melhor ainda, sendo na minha opinião o melhor jogo para o console Xbox -360 (na realidade a série Gears por si só é muito bem trabalhada, em cada jogo vemos sua evolução gráfica).

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A sua esquerda temos os humanos corrompidos pelo Imulsion e a direita Locust também corrompido por este elemento químico.

O modo campanha continua single ou multiplayer. A novidade fica por conta de caso você tenha uma conta Live Gold, o multiplayer pode ser online. O modo Horda conta agora com a oportunidade de jogar com humanos ou Locust.
A jogabilidade fica mais fluída e responde muito bem os comandos, dando até leveza para a movimentação dos personagens. Itens e segredos estão espalhados aos montes pelos cenários ricos em detalhes, confundindo você na busca por eles. 
O jogo em si consegue muito bem concluir tudo aquilo que a Epic Games quis proporcionar ao longo de todos os jogos, deixando saudades para os amantes do tiroteio entre humanos e Locust
A notícia boa é sabermos da continuação feita para o console da nova geração o Xbox-One, quem sabe um dia tenhamos em mãos essa belezinha e uma análise completa estará presente pra vocês. Espero que tenham gostado, abraços a todos!



domingo, 30 de outubro de 2016

Filha da floresta


Por Leticia (Luthy) Sena


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Sabe aquele livro que você começa a ler, mas de início não da muita coisa pela história e acaba se surpreendendo completamente com o enredo? Essa foi a belíssima surpresa que tive com o livro Filha da floresta da autora Juliet Marillier. Baseado num conto germânico, com cara de conto de fadas, mas narrado de uma forma extremamente envolvente, a obra conta a história de Sorcha, a jovem sétima filha de um senhor feudal irlandês de nome Collum. Este se casa com um ser sobrenatural que se apresenta sobre a forma de uma bela dama chamada Lady Oonagh, mas que na verdade tem intenções bastante perversas em relação a família.
Sorcha tem uma relação bastante próxima de seus sete irmãos e faria tudo para vê-los felizes, porém estes são amaldiçoados por Lady Oonag e condenados a viver sob a forma de cisnes, detalhe que intensifica o clima de conto de fadas da história.
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Guiada pelos Seres da floresta (segundo a tradição desses povos seriam os Thuatha de Danann), a jovem descobre que para livrar seus amados irmãos de tal feitiço deveria tecer seis camisas, uma para cada irmão, usando como matéria prima uma planta espinhosa típica da região, e guardar silencio enquanto não vestisse cada um dos irmãos com estas vestes.
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A partir daí a história se desenrola de maneiras extremamente surpreendentes e dolorosas. A garota passa muito tempo isolada na floresta em seu doloroso e árduo trabalho, e apesar disso tendo que lidar não apenas com a solidão, mas também com a crueldade dos homens, mas a história não se limita a isso, muitos acontecimentos levam a menina a terras distantes e fazem do inimigo de seu povo, seu maior protetor. Além da família, uma das coisas que Sorcha mais ama, valoriza e se esforça por cuidar é o seu lar Sevenwaters, que na verdade é a terra que da nome a essa linda saga.
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Uma narrativa viciante que junta a cultura celta, bretã e o surgimento do cristianismo na Europa e te fazem esquecer que o primeiro livro tem quase 600 páginas.
A história que inicialmente foi lançada como trilogia aqui no Brasil, conta na verdade com seis livros, porém apenas quatro já foram lançados em terras tupiniquins pela Butterfly editora, os outros tem apenas a promessa de lançamento.
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Fonte
Pelo pouco que li do segundo livro (Filho das sombras) o resto da obra aborda os filhos de Sorcha e futuros herdeiros de Sevenwaters, mas tenham certeza que se o segundo for tão maravilhoso quanto o primeiro vai receber uma resenha aqui também.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Reflexão: A busca pela Verdade.

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Por Vinicius Ruiz do Nascimento.

É do nosso conhecimento, ou pelo menos, dos que possuem uma base mínima filosófica, conhecem ou ouviram falar que o grande pensador Sócrates transformou o campo de estudo da filosofia numa reflexão posterior ao seu tempo em um estudo póstumo focado nos problemas existenciais e da verdade na sociedade, que no caso podemos citar a nossa. A visão que ele passou foi tão importante, que a cronologia filosófica é voltada sempre para esse mestre.
Segundo Sócrates, um sábio era aquele que era humilde o suficiente para entender que não sabia tudo, ou seja, aquele que era humilde o suficiente para buscar e aprender outras coisas e nunca se achar o dono da razão. Para ele, o grande conhecedor da verdade era aquele que de algum jeito buscava e investigava a verdade, não pela verdade absoluta, pois esta é impossível de compreender, mas a verdade em que se acredita. Dizia ainda que o maior conhecedor da verdade, apesar de ter buscado-a, não deve defendê-la, pois estaria saindo como o pai e dono desta. Até que ponto vamos para defender nossos pontos de vistas na sociedade atual?

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Sócrates, século V ao IV a.C.

Com a correria do dia-a-dia é quase impossível perceber que vivemos em uma época tecnológica, onde uma criança de seis anos tem acesso à internet e talvez, até uma opinião formada sobre um determinado assunto. Hoje em dia, saber é uma opção, ser desinformado é não prestar atenção no mundo que estamos vivendo com esse fluxo tão grande de informação. Meu ponto é que por mais que as vezes seja complicado lidar com tanta tecnologia, devemos ir atrás da verdade.
Todos somos filósofos e só por escrever isso estou cometendo o ato de filosofar. A filosofia começa a partir da habilidade de pensar e ter uma reflexão. Como disse, todos somos filósofos então todos nós podemos ter visões diferentes sobre o mesmo assunto e fazer reflexões do que bem queremos. Buscar a verdade externa é muito importante, precisamos tentar entender a verdadeira pessoa que existe dentro de nós, e vivendo a vida do jeito que queremos sem nos preocupar com a opinião de terceiros.
Socializar pode ser o jeito mais fácil para refletir não só quem somos, mas também para entender melhor a sociedade em si, já que muito pensadores como Emile Durkheim consideram a socialização entre a sociedade e o indivíduo algo fundamental. Conhecer pessoas e focar em lugares novos faz bem para a nossa saúde e evolui nossa inteligência interpessoal. Pensadores importantes consideram a socialização algo tanto quanto contraditório, pois tendemos a criar próprias regras e contestar regras criadas. Seria como comparar direito e dever, uma coisa é consequência da outra. Não iremos ter direito senão cumprirmos com nosso dever.

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Émile Durkheim, sociólogo, antropólogo e cientista político francês.

Outro método que poderia ser útil para ajudar a compreender a verdade de muitas coisas seria o bom senso, que é apenas a vertente sobre o que é certo e errado, não que isso esteja definido pela sociedade, mas sim pelo que você já experimentou pela vida ou até mesmo o que sua criação ou família lhe mostrou sobre, ou seja, um senso comum.
Sócrates, como já mencionei, era um mestre. Seu maior discípulo foi Platão que foi um grande filósofo que até discordou de muito dos trabalhos de seu mentor. Sócrates o ensinou para que pudesse voar sozinho e ter suas próprias ideias, por esse motivo Platão questionava muito a politica que vivia em Atenas. Com o que foi dito, é levar em consideração que nem sempre a verdade é única e não podemos ser preso a uma só delas, já que estamos traçando planos próprios para nossa vida.
Já dizia Aristóteles: “O verdadeiro discípulo é aquele que consegue superar o mestre. ”
Manter-nos atualizados, ou seja, informados, é o melhor jeito de procurar a verdade e mostrar que você está atrás de algo, sendo assim o melhor ato é a prática da leitura.
A leitura é uma diversão que deve virar um hábito, não só por estimular a imaginação e a memória, mas também porque nos dá a sabedoria de entender. Entender é ir além do simples aceitar, é o saber daquilo que se está sendo dito. Podemos aceitar opiniões alheias, mas se entendemos ficaria mais fácil de opor e explicar o seu lado da história.
Mas porque misturar assuntos tão diversos? Literatura tem relação com a verdade?
Na realidade, sim. Isso porque um depende do outro, uma relação mútua. A literatura foi tão importante na criação da filosofia e do tema da verdade, que foi a maior fonte histórica que prova que muitos filósofos existiram. A literatura tem como o objetivo passar uma ideia clara ao leitor e pode ser tão mágica que passa arrepios e lágrimas de emoção. A partir deste texto, eu tenho como o maior objetivo o de explicar o que você acabou de ler.
Certamente, não foram só palavras sem sentido, mas sim formas de conhecimento e busca pela verdade e por um progresso intelectual. Progresso esse que nos ronda e nos deixa instigado. O que seria do povo ou de uma nação sem o ato de progredir? Aguentaríamos ser “o mesmo? ”
Pensando nisso, resolvi citar sucintamente O Mito da Caverna, escrito por Platão para idealizar como seria o estado. Trata-se de pessoas que vivem acorrentadas dentro de uma caverna, as correntes dão espaço suficiente para que elas possam se mexer normalmente, mas elas só conseguem ver aquela mesma parede de dentro da caverna. Eis então, que uma das pessoas foge da caverna e descobre que há muitas coisas fora daquele lugar e decide ir contar aos outros, estes não acreditam e resolvem ficar do mesmo jeito, olhando para aquela mesma parede de sempre.
Esse texto tem um simples objetivo, mostrar a alienação e a comodidade que a sociedade possui em relação à verdade, e isso não quer dizer que eles não sabem sobre a verdade, mas que não querem acreditar.
Mas o que o Mito da Caverna mostra sobre progresso?
Simples: repare na situação apresentada no conto e agora pense na situação atual da sociedade e da nação, trata-se do mesmo. E mesmo sendo escrito há muito tempo atrás continua representando a situação ao qual estamos vivendo.
Progresso é esse simples fato de subir, viver o novo e mudar características. E todo texto que traz uma informação ou mensagem é uma forma de progredir com o seu pensamento, com seu pessoal e suas emoções.
E se você discorda das visões apresentadas?
Aí vem a melhor parte. É fundamental aprender com o que não gostamos, porque saberemos nos opor ao que acreditamos e claro precisamos entender (não somente aceitar) o que achamos chato e não essencial. Tenho certeza que todos já estudaram uma matéria que não gostavam para poder evoluir e tirar uma nota boa. Não só pelo fato da nota, mas pelo fato daquela matéria o ajudar num possível vestibular ou em um determinado momento da vida.

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Platão, século V ao IV a.C.

Por último, mas não menos importante, precisamos falar sobre o orgulho. Um sentimento tão importante e reconhecedor. O orgulho é uma das razões para a felicidade, ter orgulho do que fazemos ou até de onde viemos é ser humilde o suficiente para nos reconhecer. O excesso desse sentimento pode virar algo ruim. O que falamos no começo do texto sobre não estar aberto a aprender, é um tipo de orgulho, um não filtrado, que é usado apenas para causar discórdia e chamar atenção.
O orgulho é uma das peças fundamentais para nossas vidas, temos que ter certo orgulho sobre tudo o que fazemos, pois, o orgulho também é tanto quanto detalhista, achamos que trabalhos ou realizações de terceiros é melhor que as nossas. Não é inveja, mas talvez uma vontade intuitiva de sentir orgulho por algo bem feito e ver que fizemos por merecer.
O orgulho pode ser um dos maiores inimigos no momento da discussão sobre pontos de vista, tendemos a defender mesmo quando estamos errados, pela vergonha de admitir o erro e pelo orgulho ferido de dizer a pessoa que ela estava eventualmente certa.
Toda vez que você abrir um livro, jogue todo o seu orgulho fora e como um ser pensante procure racionalizar sobre cada texto e opinião, as vezes a verdade está diante dos nossos olhos, então tente interpretar cada palavra da melhor maneira possível. Mudar de opinião não é estar errado ou ser um fracassado. É ter progresso, é o buscar pela verdade, é manter informado e é viver a literatura da melhor forma possível.


domingo, 23 de outubro de 2016

Análise: Gears of War 2 (Xbox - 360)

Gears of War 2

Por Michel Zaneli Fernandes Goes

Olá seguidores e seguidoras do 42 Balrogs, hoje vamos dar continuidade na jornada de Gears of War - 2, exclusivo de Xbox-360 e compatível ao Xbox-one, acompanhados do Esquadrão Delta com Marcus Fênix e companhia.
O jogo é uma sequência do primeiro grande sucesso da Microsoft, no melhor estilo tiro em terceira pessoa. Depois de impedir o avanço do exército Locust, as terríveis criaturas serão combatidas no seu próprio habitat, no centro do planeta Sera pois eles estão afundando as cidades e escravizando os humanos. Como uma última alternativa, Marcus Fênix e Dominic irão para  uma missão que irá exterminar de vez as criaturas.

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Sem tempo pra conversa recruta, ô bicho vindo!!!!!!

Ele foi lançado em 2008 e todas as qualidades de seu antecessor ainda se mantêm. Os gráficos são os mais belos que já vi no console, cenários muito bem trabalhados e animações de ponta trazem a imersão da história do jogo, para se ter uma ideia as fases que se passam no centro do planeta são incríveis, cada localidade é única e repleta de detalhes que trazem vida ao planeta e sua natureza. É neste game que também temos a revelação do motivo pelo qual Dominic acompanha Marcus, a esposa dele está presa pelos Locust e ele busca salvar sua amada.
A trilha sonora se mantêm única com a música tema incrível da série Gears, com orquestras tocando ao fundo nas batalhas acirradas do game ou um rock pra aumentar a adrenalina. 

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Um pouco da beleza do jogo, pena que não tem como mostrar pessoalmente, pesquisem no youtube e vocês entenderam o que estou dizendo.

Durante o game você descobri a base dos Locust e conheci a líder deles, a rainha Myrrah, responsável pelas destruições e ataques contra os humanos. O pai de Marcus também tinha conhecimento da ameaça dela, mas não conseguiu avisar a tempo seus planos durante que ocasionou na sua morte, deixando Marcus Fênix pilhado com os Locust.
A jogabilidade foi melhorada com um controle respondendo muito bem aos comandos, o modo de se esgueirar e se defender também continua característico da série e o modo cooperativo continua para aquela galera que joga de dois.
Algumas coisas ainda complicam para aqueles que gostam de jogar na dificuldade Insana, por exemplo os inimigos estão com uma inteligência artificial absurda de difícil, deixando aqueles que gostam de decorar os movimentos furiosos com as surpresas dos bandos de criaturas, pois sempre irão mudar o ritmo da batalha. Isso acaba frustando as vezes, e tira a graça do jogo. Eu não vi muita diferença pois finalizar o jogo nesse modo foi uma experiência e tanto, sem contar que aquela sensação de "eu consegui" fica estampada no seu rosto por dias. Vale a pena a tentativa.

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Rainha Myrrah.

O modo multiplayer continua com duas telas divididas no modo história. As partidas onlines ganharam melhorias como modos novos de batalhas e também um modo novo foi criado, a "Horda" onde você enfrenta bandos de Locust a cada nível finalizado, aumentando a dificuldade e melhorando o ambiente ao seu favor, ou não rsrsrsrsrs. Pode ser jogado sozinho ou cooperativo, isso só acrescentou no replay do game. 
O desfecho do jogo é intenso e incrível quanto ao anterior, e deixa uma mensagem de continuação, estratégia mais que perfeita da produtora Epic Games para a alegria dos fãs.
Recomendo a todos jogar essa incrível série, toda a fórmula criada no primeiro game continua neste e muito coisa nova te aguarda, como novas armas, mais itens para ser recolhido te aguardam. Espero que tenham gostado da matéria, e pra próxima finalizarei essa saga com uma análise da continuação deste game, abraços à todos!

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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A relação de Poder e o Homem.

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Por Vinicius Ruiz do Nascimento

Desde os primórdios, a essência do ser humano é formada na busca por algo superior, ou por algo que poderiam dominar, essas relações onde eram possíveis comandar ou ser comandado da maneira que era mais cômodo para cada um, foi fundamental para o entendimento de um termo que pode explicar esses atos psicológicos. Esse termo é chamado de “poder” e foi evoluindo com o passar do tempo e tendo diversas palavras associadas dependendo das situações que lhe eram dadas. Uma das primeiras bases para a compreensão do poder é o período mercantilista, onde a palavra era naturalmente associada ao capital, termo que representa o dinheiro. 

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As práticas mercantilistas além de ter interesses religioso e político, o principal motor era a troca de capital que estabelecia laços de poder entre uma nação e outra. Muita das vezes ocorrida como exploração. 

As grandes navegações em sua maioria foram realizadas para a busca de riquezas, estas tão fundamentais para a dominação de um povo. O olhar incessante para a dominância fez com que o homem fundasse um novo sistema político e esse é um exemplo das consequências do olhar cego ao poder.
A reflexão que devemos analisar é o simples fato de que um sentimento, ou uma relação, pode ser tão importante e determinante para os entendimentos e decisões políticas feitas por alguém. Ora, alguém que busca por poder, é capaz de levar considerações envolvendo termos associados para acompanhar suas decisões políticas, ainda mais quando o sistema propicia tal fato, como é o caso do capitalismo, sistema este que considera a exploração e a busca pelo poder. Mas o importante não é a característica do sistema e sim do termo "poder", já que é sempre exercido por alguém.
O poder, entretanto, é uma moeda de duas faces. Uma vez que há varias consequências para o uso do mesmo. A relação que o ser possui com a natureza do poder, pode levar com que haja diversos explorados em um sistema. Estes podem ver como política, o que em minha opinião seria um argumento alienado, já que o poder nem sempre é acompanhado com os sistemas políticos, e sim com os indivíduos participantes desta ação.
Há diversos pensadores que foram extremamente importantes para o conceito e a concepção deste fator na sociedade, o destaque maior, entretanto, vai para Michel Foucault, o único capaz de separar em fileiras geométricas as diferenças entre as relações de poder na sociedade. Os poderes que ele pode separar são: Poder sobre o corpo - Quando há uma dominação do corpo de terceiro; Poder sobre o tempo - Quando há um horário definido para tudo e que é determinado por outros e nunca pelo individuo; Poder judiciário - Que justifica o que é certo e errado com os parâmetros da lei e o poder epistemológico, que na minha opinião é o mais perigoso, que ocorre através de discursos que não são entendidos.

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Michel Foucault, filósofo e historiador das ideias, mais conhecido como crítico da modernidade.

Tendo em vista estes tipos de relações considerados para tal filósofo, começamos então compreender que esta “troca” é presente também em nosso cotidiano e representada por diversas pessoas que são consideradas peões já que tudo que há dentro deles não são importantes por serem explorados. E por esta razão, é possível perceber que não é necessário que a palavra seja acompanhada somente por dinheiro, já que existem milhares de variáveis para ser consideradas.
O pior é que muitas vezes, este tipo de amor por utilidade, é introduzido em nossas vidas. Aristóteles descrevia amizades que possuíam esta característica. Ele chamava de amizade por utilidade, onde o indivíduo só tem a amizade para buscar algo que lhe é necessário.

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Aristóteles, um dos maiores pensadores da filosofia Ocidental na Grécia Antiga . Discutiu diversas ideias desde a física, metafísica, poesia, teatro, política e ética na sociedade.

Cabe a você, caro leitor, abandonar a alienação de enxergar o poder totalmente ligado a politica, já que por meio deste texto ou até mesmo por uma simples reflexão, é possível perceber que há poder em tudo, tanto nas relações que há uma troca ou em relações que existe uma vontade de liderar, como por exemplo, da relação entre diversos homens com suas mulheres e que, muitas vezes usam da violência para controlá-las ou de ameaças psicológicas. 



E qual sua opinião em relação ao poder? Discorda? Concorda? 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Análise - Gears of War (Xbox - 360)

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By Michel Zaneli 

Olá seguidores do 42 Balrogs, como havia prometido darei início a análise dessa incrível trilogia lançada para o Xbox -360, então boa leitura.
Gears of War é um jogo de tiro em terceira pessoa criado pela Epic Games e distribuída pela Microsoft Game Studios lançado em 2006 para o console e posteriormente em 2007 para PC.
O jogo conta a história de um grupo de soldados do esquadrão Delta do exército COG (Coalização dos Governos Organizados) que se uniram para enfrentar uma raça de criaturas que assolam a humanidade, os Locust. Eles se assemelham aos seres humanos e vivem no planeta Sera que foi escolhido pelos humanos pela sua biodiversidade e semelhança com a Terra. Neste planeta além de existirem seres diferentes, um elemento químico chamado de Imulsion vai ser uma nova fonte de tecnologia e riqueza para a humanidade, e como sempre uma guerra terá início para controla-lo. Depois de alguns anos batalhando uma aliança pacífica é criada surgindo assim a COG.
Mal esperavam eles que os Locust, seres do subterrâneo deste planeta planejariam o ataque contra os invasores, dizimando mais da metade de humanos num único dia, que ficou conhecido como Dia – E.  E é aí que entra nosso personagem Marcus Fenix, que durante o Dia – E deixou de cumprir uma missão para resgatar seu pai que estudava o elemento Imulsion, mas morreu no resgate. Marcus foi preso por desacato, mas após o Dia – E os Locust matavam seres humanos incessantemente e o COG não viu alternativas a não ser de libertar Marcus de seu crime e trazer suas habilidades de soldado para salvar o planeta deste conflito.

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O personagem principal do jogo, Marcus Fenix. 
Muitos veem jogos de tiro só como um simples game de mirar e atirar, mas Gears traz mais do que isso. Sua gameplay envolve a interação com o grupo de Marcus Fenix, dando afinidade a equipe e a noção do porque estão lutando contra os Locust. Além de terem uma interação divertida e momentos de reflexão como por exemplo “como pode os seres humanos invadirem o planeta dos Locust e terem o direito de exterminá-los? ”. Isso fica interessante durante a gameplay e até para ser questionado.
Os gráficos colocam o jogo num patamar acima da média se for comparar com outros jogos lançados para o Xbox -360. A cada jogo lançado isso vai evoluindo, não se preocupe. Os cenários são muito bem trabalhados, as vezes até atrapalha sua busca pelos itens que desbloqueiam informações extra sobre a história e personagens com tanta beleza e semelhança com itens, deixando você confuso se aquilo é ou não só um elemento do cenário. A trilha sonora é digna de ser reconhecida, orquestrada em momentos épicos, toques de rock durante a adrenalina irão te prender no jogo por horas e horas.
Sua exclusividade fica por conta também da jogabilidade, todo o cenário pode ser usado como proteção, flanqueando onde quiser e depois correndo entre escombros ou paredes dando total liberdade para planejar onde atacar e se defender. Os inimigos têm uma inteligência artificial muito boa, ainda mais nas dificuldades elevadas do jogo.
As armas são poucas, porém, cada uma padronizada para cada estilo de jogador. A principal dela que ficou famosa é a Lancer, espécie de metralhadora com serra, que ajuda nos combates corpo a corpo.
O modo multiplayer traz mais horas de diversão, com diversos modos de combate, desde um contra um, equipes e humano contra Locust.

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A famosa arma Lancer que além de ser excelente no tiroteio também é uma grande ajuda nos combates corpo a corpo.
Recomendo muito este jogo não só pela sua exclusividade, mas por tudo que ele construiu e revolucionou no gênero com sua jogabilidade, história e sucesso esmagador num estilo tão simplificado por muitos, por não trazer nada de inovador.
Os capítulos finais são surpreendentes e deixam aquela sensação de continuação, que é um bom sinal. Não é à toa que depois de todo o sucesso da série a Microsoft recriou este jogo para o atual console Xbox-One lançado em 2015. Para se ter uma ideia eles refizeram todo o trabalho do game, desde modelagem, trilha sonora e cenários, deixando claro que não é apenas uma remasterização e sim um jogo novo. Fica a dica para quem ainda não viajou ao lado de Marcus Fenix e a equipe Delta.

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Como vocês podem ver no lado esquerdo Marcus Fenix no XboxOne, no direito a versão de 2006 do Xbox360.

Espero que tenham gostado, e aguardem para mais novas análises dessa série! Um grande abraço e boa jornada no planeta Sera.  

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sábado, 30 de julho de 2016

Valente de todas as formas

By Leticia (Luthy) Sena       


Valente é uma hq diferente das outras, não tem nenhum super herói , a história não é sobrenatural e não tem pretensões de enveredar por esses caminhos. O personagem principal é um simpático cão por quem é fácil o leitor se apaixonar e se identificar logo de cara, atrapalhado, fofo, nerd, fã de RPG’s de mesa e com uma grande propensão a se apaixonar pela garota errada. Se houvesse uma personificação do nosso chamado “dedo podre”, esse cara seria o Valente. No mais a história se resume a busca incansável desse estiloso cachorrinho pelo grande amor da sua vida e as muitas outras pessoas que passam por sua existência de forma romântica ou não.


Começamos nossa história com “Valente para sempre” (2011), onde nosso charmoso protagonista conhece Dama, uma bela gatinha pela qual acaba nutrindo um amor platônico. Desiludido com sua situação com Dama, Valente sempre pode contar com os sábios conselhos de sua melhor amiga Buana, mais conhecida como Bu, uma macaquinha muito inteligente, que prima pela experiência em relações amorosas e gosta de sair com caras mais velhos. Até que em sua vida aparece uma esperta panda chamada Princesa que mexe com o coração do pequeno Valente.


Na sequência temos “Valente para todas” (2012), e a situação do nosso já amado cãozinho nesse ponto da história já seria complicado para uma pessoa comum, agora quem diria para um nerd fã de RPG. Valente se encontra no impasse de ter duas lindas garotas em seu encalço, Dama que recentemente se descobriu apaixonada por ele e Princesa que finalmente deseja que o relacionamento que já tem com Valente fique realmente sério. Nosso protagonista finalmente está começando a fazer parte do complicado mundo dos relacionamentos românticos não fictícios. Tadinho!


Depois de suas dificuldades com Dama e Princesa finalmente reencontramos nosso amigo em “Valente por opção”(2013), e parece que a tentativa de manter um relacionamento à distância com Princesa não vai muito bem. É hora de encarar o início de uma nova fase na faculdade e a impossibilidade de relacionamentos amorosos tanto com Dama quanto com Princesa. É hora de mudar de ares e correr como Rocky em busca de novas oportunidades.


Sequencialmente temos “Valente para o que der e vier”(2014), e eis que com uma forcinha do destino e muito da sabedoria de Bu sobre relacionamentos, Valente tem uma oportunidade com a menina mais popular da faculdade, a perfeita e ocupadíssima Luna. Mas tendo que se dividir entre as noites de RPG com os amigos, os churrascos da faculdade, seu relacionamento com Luna e a volta de Princesa, será que Valente vai conseguir manter a sanidade até o fim desta edição?

A história além de tudo encanta por sua sensibilidade, sem ser enjoativa nem o tipo de literatura que classificaríamos de forma machista como exclusivamente feminina. O que quero dizer é que ao contrário do que se pode pensar ao ler a sinopse e quando falo de sensibilidade, é que o enredo não possui nada de conto de fadas, por isso é tão fácil se identificar e se apaixonar por Valente.
Fica clara durante toda a história, a tentativa de reproduzir situações da vida real de pessoas comuns que erram se apaixonam e seguem em frente sempre em busca da felicidade. Alguns dos muitos pontos positivos são: a abrangência da diversidade proposta pelo autor, caso você não tenha se atentado na leitura, valente é um cão, que se apaixona por duas gatas e uma panda, sua melhor amiga é uma macaca que na ultima hq lançada, está namorando uma girafa e creio não ter citado ainda o fato de que os amigos de RPG de Valente serem um rato, uma tartaruga, um elefante, um macaco, um coelho e um javali. A história inteira é desenhada com primazia e riqueza de detalhes, principalmente as cenas de RPG. Cada edição se encerra com uma bela galeria de convidados, cada um dando a sua versão de seu personagem favorito da história. Apesar das desventuras amorosas de Valente não falta bom humor em nenhuma das edições. E na verdade o único ponto negativo fica por conta da demora e da falta de regularidade do lançamento das edições compiladas, devido ao fato de as tirinhas saírem primeiro no jornal para depois serem convertidas a esse formato de acesso mais fácil.
Valente é lançado inicialmente em formato de tirinhas no jornal O Globo e posteriormente em 2011, foi compilado e lançado pelo próprio autor. Até o momento foram lançadas 4 hqs: “Valente para sempre”, “Valente para todas”, “Valente por opção” e “Valente para o que der e vier”, todas compiladas sequencialmente pela Panini Comix a partir de 2012 e escritas pelo genial Vitor Cafaggi.
Recomendo a todos aqueles que desejam inovação no universo da hq’s, e que valorizam ou querem valorizar as criações nerd nacionais, pois essa sem dúvida alguma se encaixa nas duas categorias. Da até pra dizer que Valente é uma versão mais nerd e adulta do nosso querido Snoopy.

P.S. Matéria publicada anteriormente no extinto site Nerdesfera.